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Como explicar a convergência entre as linhas do tempo de “The Legend of Zelda”?

Depois de apresentar uma nova timeline para a série The Legend of Zelda e recontar toda a história da franquia sob uma nova cronologia, desde Skyward Sword até Tears of the Kingdom, nosso próximo post aqui no site promete trazer à tona algo muito aguardado pelos fãs: a explicação definitiva de como as diferentes linhas do tempo de Zelda poderiam convergir, formando uma única realidade.

Há muito tempo, a comunidade debate se a convergência das três ramificações temporais poderia de fato acontecer. Para alguns, essa união de timelines seria impossível diante das próprias regras de viagem no tempo estabelecidas pela franquia. Para outros, entretanto, os jogos da era Breath of the Wild seriam justamente a evidência de que esse encontro já aconteceu, com as três ramificações — Child, Adult e Downfall — de alguma maneira convergindo em uma única linha do tempo.

Mas e se realmente existisse uma forma de fundir as três linhas do tempo em uma só? E se essa convergência não fosse apenas uma simples sobreposição de realidades, mas o resultado de um evento de proporções gigantescas, capaz de alterar a própria estrutura temporal do universo de Zelda? Algo semelhante ao que a DC Comics fez em Crise nas Infinitas Terras, utilizando inclusive elementos apresentados em Hyrule Warriors, justamente o jogo que muitos fãs apontam como a verdadeira representação dessa convergência.

É justamente a partir dessa ideia que este texto busca construir uma nova narrativa para esse acontecimento…

Antes de mais nada, precisamos tirar o elefante da sala: a famosa teoria de que Hyrule Warriors seria justamente o pilar central da convergência entre as três linhas do tempo. Embora o jogo tenha sido uma das primeiras grandes obras da franquia a brincar diretamente com a ideia de diferentes eras e realidades de The Legend of Zelda se encontrando, a Nintendo nunca confirmou que seus acontecimentos façam parte da timeline oficial. E é justamente aí que surge o principal problema dessa teoria.

A situação se torna ainda mais curiosa quando olhamos para Hyrule Warriors: Age of Calamity e Age of Imprisonment. Embora ambos também sejam considerados spin-offs dentro da timeline oficial, seus acontecimentos podem ser posicionados dentro da cronologia mais recente da franquia, funcionando como histórias que antecedem os eventos de BoTW e ToTK. Muitos fãs consideram os dois jogos como cânone, mesmo sendo histórias que também trabalham com alterações temporais e realidades alternativas.

Mas e se fizéssemos o mesmo com o primeiro Hyrule Warriors? E se, em vez de enxergá-lo apenas como um spin-off que reúne personagens e elementos de diferentes eras, pudéssemos interpretá-lo como um verdadeiro prequel para um dos maiores acontecimentos da história de Zelda — o evento que daria início à convergência das três linhas do tempo?

Dentro dessa interpretação, Hyrule Warriors teria ocorrido na mesma timeline que Twilight Princess, Ocarina of Time e Skyward Sword. Nossa história poderia começar alguns séculos após os acontecimentos do jogo spin-off. Um novo descendente do herói surge ao lado da reencarnação da deusa Hylia, e juntos assumem a responsabilidade de proteger o reino de Hyrule. Os conflitos contra Ganondorf e sua serva Cia já não passam de antigas lendas, preservadas nos registros do castelo de Hyrule e distantes da realidade daquela nova geração. Porém, o reinado das trevas estava prestes a retornar.

O mesmo Ganondorf que outrora fora derrotado ressurge das profundezas, trazendo consigo o conhecimento sobre os misteriosos portais capazes de conectar diferentes realidades. Em sua busca por um poder ainda maior, ele descobre a existência de um antigo espírito aprisionado dentro da famosa Master Sword — uma entidade cuja natureza pode lhe conceder algo que sempre desejou: poder infinito. Ele então liberta Demise de sua prisão e dá início a um plano grandioso: utilizando o conhecimento sobre as outras realidades, começa a reunir as diversas contrapartes de Ganon espalhadas pelas timelines. Cada uma delas é trazida para se unir ao Rei Demônio original, fundindo suas essências em um único ser.

O Rei Demônio deseja destruir a Triforce de todas as realidades como vingança por séculos de derrotas diante das diferentes encarnações do Herói e da Princesa. Para impedir que Demise conclua seu plano, Link e Zelda precisam atravessar os portais que conectam as diferentes timelines e perseguir o Rei das Trevas através de cada uma delas, enfrentando as diversas manifestações do mal que surgiram ao longo da história, com a ajuda de suas contrapartes em cada uma das realidades.

A cada novo mundo que alcançam, porém, a situação se torna ainda mais desesperadora. Hyrule encontra-se mergulhada em guerra, destruição e morte, enquanto o poder de Demise parece absoluto. Exércitos inteiros são incapazes de detê-lo, e nem mesmo a Master Sword, símbolo máximo da luta contra o mal, é capaz de fazer frente ao poder do Rei Demônio. Com as Triforces de cada realidade sendo destruídas, os mundos começam a desmoronar, privados da proteção do poder dourado que durante eras sustentou e preservou sua existência.

A destruição havia alcançado um ponto sem retorno. Não havia mais mundos para salvar, nem tempo para recuar. Restava a Link uma última alternativa: reunir as contrapartes do herói que ainda permaneciam de pé para enfrentar Demise, que estava prestes a destruir a Triforce da última realidade que ainda resistia. Demise, porém, percebe que o herói está apenas ganhando tempo e tenta impedir Zelda e as outras princesas de alcançar o poder dourado para fazer um último desejo. Link intervém e derrota o Rei Demônio, permitindo que uma delas consiga fazer o pedido.

Mas é tarde demais. Sem poder suficiente para restaurar aquele mundo e os outros que já haviam sido destruídos, Zelda pede a Triforce que uma nova realidade seja criada, na qual a história de Hyrule pudesse começar novamente — uma segunda chance para o reino, para seus habitantes e para todos aqueles que lutaram por ele ao longo das eras. Em um último instante, Demise é destruído, assim como todo o resto. Com a antiga realidade chegando ao fim, os mundos que um dia existiram, junto de seus heróis, suas princesas e de tudo aquilo que os conectava, já não existem mais.

As três timelines dão lugar a uma nova realidade — uma nova Hyrule que nasce sobre as ruínas de todas as outras. Talvez, porém, a história daqueles que se sacrificaram para criar essa nova realidade não tenha terminado ali. Os espíritos do herói e da princesa que pereceram junto com seus mundos foram acolhidos pelas deuses, que, reconhecendo seus feitos e sacrifícios, decidiram honrá-los fazendo-os renascer nesta nova realidade. O espírito do mal entretanto, também renasceu, mas como um mero mortal da tribo Gerudo, com apenas um resquício do poder que antes possuía.

A Triforce, por sua vez, desapareceria dos registros de Hyrule, não sendo mais encontrada. Restaria apenas a crença de que seu poder não foi destruído, mas preservado dentro das sucessivas reencarnações da deusa Hylia, mantendo vivo, de alguma forma, o legado do Poder Dourado que um dia sustentou todas as realidades. Por fim, a Master Sword também sobreviveu a convergência e agora pode ser usada por uma nova geração do herói…

E aí? O que achou dessa nossa teoria? Quem sabe algum dia a Nintendo leia esse post e decida transformar essa história toda em um jogo, deixando os fãs finalmente satisfeitos com a timeline de Zelda.

Fique ligado no Nerd Zombies para mais posts como esse! =)